Pular para o conteúdo

Contratação e financiamento em risco na saúde siciliana, falta a figura profissional da enfermeira de família

  • por
  • Trabalho
  • 3 min read

Cerca de 1.600 contratações de saúde esperadas na Sicília estão em risco. Embora já estejam disponíveis 40 milhões de euros ativados com o Pnrr e vinculados a estas contratações, a figura profissional exigida, a do Enfermeiro de Família, não está disponível no mercado e os 40 milhões devem ser utilizados até 2026.

O estudo que dispara o alarme

É o resultado de um estudo do observatório da Academia Nacional de Ensino Superior e Promoção da Cultura (ANAFePC) que iniciou o Foco nos principais setores produtivos e sociais

Segundo o estudo, nenhuma universidade siciliana ativou ainda o mestrado em “Enfermagem familiar e comunitária”, qualificação obrigatória para a participação no concurso público para a contratação estimada de mais de 1.600 enfermeiros de família. De acordo com este decreto, deverá estar presente pelo menos um Enfermeiro de Saúde Familiar por cada 3.000 habitantes, atuando como figura profissional de referência para garantir cuidados de enfermagem nos diferentes níveis de complexidade, em estreita colaboração com todos os profissionais que atuam na comunidade.

O tempo está acabando

O novo valor a contratar está previsto no Plano Nacional de Reforma Sanitária Territorial (Decreto Ministerial 77/2022), com quase 40 milhões de euros atribuídos apenas à Região da Sicília. O mestrado exige um ano completo de formação (1.500 horas teóricas e de estágio). Estamos em 2025 e o tempo está se esgotando.

O risco é real: se esses cursos não fossem ativados a tempo, muitos enfermeiros com formação de três anos, mesmo aqueles que aguardam emprego, perderiam uma oportunidade concreta de trabalho e especialização. Mas isso não é suficiente! Existe também o risco real de os montantes serem anulados. Em suma, a Sicília poderá perder os 40 milhões previstos para este efeito devido à falta de números disponíveis no mercado.

A Região aderiu ao plano em 2022

A região fez a sua parte, mas embora a Região tenha formalizado a sua adesão ao plano já em 2022, não foram adotadas medidas concretas para incentivar esta formação especializada. Nem por parte das universidades, nem por parte da Asp.

da esquerda Maurizio Cirignotta e Calogero Coniglio

“Estamos sem cursos de formação ativos na Sicília, enquanto outras regiões já se organizam para garantir empregos e serviços territoriais concretos – declara Maurizio Cirignotta, vice-presidente da ANAFePC – e, em vez disso, continuamos parados, perdendo tempo e oportunidades preciosos para os nossos enfermeiros e cidadãos”.

Uma situação que gera frustração, incerteza e profunda amargura entre os profissionais de saúde. Ainda é possível intervir, mas são necessárias ações urgentes e coordenadas por parte da Região, das Universidades e das Autoridades de Saúde.

“Não compreendemos como é possível que a partir de 2022 ninguém tenha considerado prioritário iniciar um verdadeiro planeamento para a formação de enfermeiros familiares e comunitários, visto que se trata de contratações previstas num plano europeu com fundos certos e finalizados, que correm o risco de não se transformarem em empregos e verdadeiros serviços de saúde territoriais e domiciliários para a Sicília” – conclui Calogero Coniglio, Presidente da ANAFePC.

Artigos relacionados

Nasce o especialista em atendimento à deficiência visual, Sicília estabelece a nova figura profissional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sua Nota
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.