A temporada de concertos da associação MusicaMente de Palermo continua no dia 27 de maio, às 21h, no oratório de Santa Cita com “Quando Bach encontra Sollima”, os protagonistas da noite serão a violinista Elisa Citterio e o cravista Stefano Demicheli, entre os intérpretes de maior referência no panorama internacional da música antiga. Elisa Citterio, apreciada pela elegância interpretativa e pela profundidade da investigação estilística, actua regularmente nas mais importantes salas de concerto europeias e é reconhecida como uma das figuras de referência na performance historicamente informada. Stefano Demicheli, cravista, organista e diretor de orquestra, alia uma intensa atividade concertística a uma constante pesquisa musicológica, distinguindo-se pelo seu requinte interpretativo e versatilidade artística.
Os dois músicos serão protagonistas de uma viagem sonora que entrelaça as famosas sonatas para violino e cravo de Johann Sebastian Bach com os novos Seis Interlúdios para violino e cravo compostos em 2025 por Giovanni Sollima e dedicados a Citterio e Demicheli.
Um dos mais originais e inovadores compositores e violoncelistas da cena contemporânea internacional, Giovanni Sollima construiu uma linguagem musical capaz de unir tradição culta, energia mediterrânica e experimentação contemporânea. As suas obras são apresentadas nos principais festivais e teatros do mundo e distinguem-se pelo seu extraordinário poder comunicativo e liberdade expressiva. O projeto, destinado a publicação discográfica em 2027, nasceu da cumplicidade artística entre Citterio, Demicheli e Sollima e propõe uma comparação direta entre a arquitetura rigorosa de Bach e a vitalidade da escrita contemporânea. Não uma simples alternância de repertório, mas um fluxo contínuo de referências, contrastes e ressonâncias que transforma o concerto numa verdadeira experiência narrativa.
Particularmente significativa será a audição da primeira execução dos Interlúdios de Sollima, inserida entre as Sonatas BWV 1016, 1017 e 1019 de Bach. As novas composições dialogam com a linguagem do compositor alemão sem imitá-lo, mas abrindo um espaço criativo em que o antigo e o moderno coexistem numa tensão fértil e surpreendente. Com Cortocircuito a tradição musical revela-se como matéria viva, capaz de gerar novas visões e novos significados. O projecto encarna assim uma ideia cultural precisa: fazer do repertório histórico não um monumento imóvel, mas um território aberto à criação contemporânea.
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